3 Garotas de programa BH falam sobre seus clientes

Muita gente desconfia quando as garotas de programa BH revelam que o sexo nem sempre é a parte mais importante do trabalho.

Esse tema virou assunto em uma conversa a alguns dias, imaginar que um homem agende um programa com uma acompanhante e passe o tempo todo conversando, sem rolar nada além disso. As pessoas desconfiam, e as vezes é difícil acreditar. Parece mentira mesmo.

E para dissolver qualquer dúvida, eu tomei a liberdade e enviei um e-mail com quatro perguntas sobre esse assunto para três acompanhantes BH, Bruna (19 anos), Marcela (26 anos) e Danielle (30 anos). Leiam as três respostas que eu recebi e tirem suas próprias conclusões:

1 – É Correto dizer que homens compromissados são os que mais procuram acompanhantes?

– Bruna Rodrigues:

Sim, os homens casados são a maioria, mas nem sempre rola sexo, eles gostam de conversar, desabafar e ganhar um carinho. Volta e meia eles até falam da família e contam que gostam das suas esposas, só que sentem dificuldade em falar sobre suas fantasias com elas, as vezes por vergonha ou por medo, e comigo eles falam abertamente.

Eu procuro escuto e pergunto bastante também, se o cliente fica a vontade e relaxa conversando, eu percebo que ele veio me ver mais por causa disso mesmo, pra desabafar. E eu sempre incentivo ele a falar sobre esses assuntos com a esposa, porque as fantasias da maioria deles são até bem comuns, eles só não ficam muito a vontade falando de uma certa forma, ou sobre certos assuntos com elas.

– Marcela:

Mais da metade dos homens que me procuram são comprometidos. Quem é casado não pode ficar por ai namorando em público e saindo pra curtir a noite e conhecer meninas como se fossem livres e desimpedidos. Para eles é bem complicado conhecer mulheres, e eles já não são mais meninos. Quem é casado acha muito mais simples e prático em todos os sentidos, ficar com uma garota de programa.

– Danielle Carvalho:

É a mais pura verdade, os homens casados são a maioria. Isso nunca foi segredo. Acredito que é assim em qualquer lugar do mundo. Quem é casado acaba procurando as acompanhantes.

2 – Qual o perfil desses homens? A média de idade? E algo em comum que pode ser notado na maioria dos casos?

– Bruna Rodrigues:

Os homens casados costumam ter entre 40 a 60 anos e costumam ser empresários ou pessoas muito bem empregadas, com salários mais altos. Dá pra perceber que eles tem uma carga de estresse. Não tô criticando, mas é um pouco engraçado porque pessoas assim costumam ter cargos de liderança, e mesmo ocupando um cargo que exige atitude, ainda tem coisas que eles não conseguem falar diretamente com a mulher dentro casa.

– Marcela:

Casados costumam ser mais velhos. São bancários, empresários, funcionários públicos, fazendeiros… Eles sempre ficam nos melhores hotéis, dirigem os melhores carros e quase sempre são pessoas de muito bom gosto, do tipo que sabe identificar uma roupa de grife ou um bom perfume.

– Danielle Carvalho:

Os comprometidos costumam ter mais ou menos 50 anos, mas eles estão muito bem, com tudo em cima, cuidam do corpo, fazem academia, e alguns até fizeram implante de cabelo! Eles se sentem bem com eles mesmos, são mais seguros, não tem aquela autoimagem negativa, que costuma ser bem mais comum nos jovens. Muitos dão de 10 a 0 em muitos novinhos por aí.

3 – Eles procuram algo além do ato sexual em si? Ou costumam querer algo específico que os fazem a procurar os serviços das acompanhantes?

– Bruna Rodrigues:

Eles conversam muito, desabafam sobre amigos, família e trabalho. Não ficam muito a vontade tendo uma conversa mais explicita com as esposas, e nem falando das fantasias sexuais com elas. Pelo menos não da forma clara e direta que falam comigo. Eles sabem que é normal ter fantasias e gostar de falar ou ouvir sacanagem, mas tem aquele pensamento de que a esposa é meio santa e não vai curtir. Alguns até ficam meio culpados por precisar de uma acompanhante pra conversar sobre isso.

As vezes sou eu que percebo que eles querem um carinho a mais, porque eles ficam lá falando da vida e o tempo vai passando. Aí eu dou umas investidas, porque acho que no fundo eles querem, só não falam diretamente! Mas sexo, propriamente dito, não é sempre. Eles gostam de uma conversa mais quente e de namorar.

– Marcela:

Se eu disser que sexo não está na lista vai ser mentira, mas não é a prioridade. A maioria gosta da leveza, do riso solto, querem beber alguma coisa, relaxar, conversar, desabafar… E as vezes isso termina em sexo, mas não é uma regra. Eu acho que eles gostam mais da intimidade, e de conversar abertamente com uma mulher bonita, divertida, agradável e compreensiva que está vestindo uma lingerie sexy! É tipo uma fantasia pra eles.

E também tem os casados que gostam de ser passivos. Sempre que eles perguntam se eu tenho alguns brinquedinhos, eu já sei o que eles querem! Mas não são a maioria.

– Danielle Carvalho:

Eles gostam de conversar com a menina, o sexo fica em segundo lugar, isso quando acontece. E isso é bem legal, porque depois, se tiver sexo vai ser muito melhor, porque eu já vou saber quais são as preferências dele, o que ele gosta, o que acha ruim.

Os casados reclamam muito que não podem fazer alguma coisa com as mulheres em casa, mas não é culpa delas, a maioria nem conversa com as esposas e não conseguem deixar claro o que querem, ou como querem. E não é nada muito escandaloso, as vezes é um oral feito de um jeito mais safado, ou uma posição que ele viu em um vídeo.

Essa coisa que as pessoas costumam pensar, que eles tem fantasias extravagantes, é pura mentira. Quer dizer, por exemplo, sexo anal não é uma coisa de outro mundo. Querer sexo com mais intensidade, ou uma dominação leve, também não é nada demais, são fantasias bem comuns, não é coisa de pervertido.

4 – Você já passou por algum caso que exemplifica as respostas dadas acima?

– Bruna Rodrigues:

Claro, muitos, é a coisa mais comum. Os clientes que querem mais conversa acabam criando uma confiança, e eles costumam voltar mais vezes. As vezes convidam pra sair, jantar… Na cabeça deles acaba virando uma relação, alguma coisa entre namoro e amizade. Mas eu procuro deixar bem claro, que pra mim é trabalho e mesmo se eles forem legais, eu tenho que saber separar as coisas, e eles entendem.

– Marcela:

A gente percebe esses casos. Eles voltam algumas vezes por semana, uma vez por mês, alguns já deixam separado sempre o mesmo dia e horário, outros não avisam data certa. Mas independente de como é agendado, eles sempre voltam. E praticamente todos os clientes fixos são casados. Também costumam convidar para acompanhar em viagem ou para jantar, costumam dar presentinhos! No fundo eles sabem que não é um namoro, mas eles gostam de pensar que é, gostam de fantasiar essa situação.

– Danielle Carvalho:

Tenho um cliente que vem me ver toda semana, sempre no mesmo dia e horário, e é só pra conversar, desabafar, beber e jogar conversa fora. Volta e meia damos uns beijinhos, uns amassos, mas a gente quase nunca vai pra cama, só de vez em quando, uma vez por mês, ou até mais tempo do que isso. Em geral, é como se fosse um happy hour!

Amadoras
13/08/2018